É como se houvesse um saco com uma abertura em uma extremidade, cheio de vários tipos de grãos, tais como arroz fino, trigo, feijões, ervilhas, gergelim e arroz branco. E alguém com boa vista abrisse tal saco e examinasse o seu conteúdo: ‘Aqui temos arroz fino, trigo, feijões, ervilhas, gergelim e arroz branco.’ Da mesma forma, um bhikkhu examina esse mesmo corpo para cima, a partir da sola dos pés, e para baixo, a partir do topo dos cabelos limitado pela pele e repleto de muitos tipos de coisas repulsivas. ‘Neste corpo existem cabelos, pêlos do corpo, unhas, dentes, pele, carne, tendões, ossos, tutano, rins, coração, fígado, diafragma, baço, pulmões, intestino grosso, intestino delgado, comida ainda não digerida, fezes, bílis, fleuma, pus, sangue, suor, gordura, lágrimas, saliva, muco, líquido sinovial, e urina.’ Ao meditar assim — diligente, ardente e decidido — memórias e intenções da vida em família são abandonados. Tendo abandonado tais pensamentos e intenções, a sua mente se aquieta internamente, se estabiliza e unifica, e ele imerge a sua mente em samādhi. Assim, também, um bhikkhu desenvolve a atenção plena no corpo. Novamente, bhikkhus, um bhikkhu examina esse mesmo corpo, não importando sua posição ou postura, de acordo com os elementos: ‘Neste corpo há o elemento terra, o elemento água, o elemento fogo, o elemento ar.’