“Como é o convívio com pessoas de bem? Como as pessoas de bem vivem juntas? É como quando um bhikkhu sênior pensa: “Qualquer outro bhikkhu deveria me admoestar, tenha ele mais, menos ou o mesmo tempo de manto que eu; e eu admoestarei qualquer outro bhikkhu, tenha ele mais, menos ou o mesmo tempo de manto que eu. Se um outro bhikkhu — independente de o quão mais sênior ou júnior que eu — me admoestar, seria compreensivo da parte dele, e eu não os incomodaria dizendo “Obrigado”. E eu faria algo quando eu tiver visto o que fiz de errado.” E um bhikkhu comparável ou júnior também pensaria: “Qualquer outro bhikkhu deveria me admoestar, tenha ele mais, menos ou o mesmo tempo de manto que eu; e eu admoestarei qualquer outro bhikkhu, tenha ele mais, menos ou o mesmo tempo de manto que eu. Se um outro bhikkhu — independente de o quão mais sênior ou júnior que eu — me admoestar, seria compreensivo da parte dele, e eu não os incomodaria dizendo “Obrigado”. E eu faria algo quando eu tiver visto o que fiz de errado.” Assim é o convívio com pessoas de bem; assim é como as pessoas de bem vivem juntas.” 63 “Em uma questão disciplinar, quando a narrativa de ambos os lados não é resolvida internamente — tendo havido desprezo pelos pontos de vistas de cada lado, ressentimento, amargura e provocação — pode-se esperar que essa questão disciplinar seja longa, inquietante e problemática, e os bhikkhus não conviverão em conforto. “Em uma questão disciplinar, quando a narrativa de ambos os lados é bem resolvida internamente — mesmo tendo havido desprezo pelos pontos de vistas de cada lado, ressentimento, amargura e provocação — pode-se esperar que essa questão disciplinar não leve à amargura e inimizade duradouras, e os bhikkhus conviverão em conforto. ”